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É possível conciliar jogos eletrônicos e educação?

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Diversas são as dúvidas que atormentam a vida de mães e pais de adolescentes, mas uma das mais corriqueiras é sobre a utilização dos jogos eletrônicos. Sempre sou questionado sobre o quanto os jovens devem jogar por dia, qual os tipos de jogos que são ou não adequados e tantos outros justos questionamentos. Então é sobre os jogos eletrônicos e o impacto deles na educação que escrevo as linhas abaixo.

Os jogos, mesmo antes da invenção dos videogames, sempre encantaram a humanidade desde épocas imemoráveis, por exemplo, os gregos e seus jogos pan-helênicos, atualmente chamados de jogos olímpicos, os jogos de adivinhação, o xadrez, o RPG e tantos outros, sempre foram uma maneira de agregar os seres humanos e, mesmo através da competição, congregar e se comunicar.

Que os jovens adoram jogos eletrônicos é um fato sem discussão, e atualmente os carregam em seus smartphones para onde quiserem, não é nem preciso de rede Wi-Fi, pois muitos jogos, uma vez feito o download, funcionam off-line. A discussão reside em: quanto se deve jogar por dia? Os jogos estimulam ou não a violência? Os jogos devem ou não ser utilizados como ferramenta pedagógica?

O que as pesquisas dizem?

Os estudos sobre o impacto dos jogos na vida das pessoas são diversos e as conclusões são variadas. Algumas pesquisas apontam que os jogos melhoram a concentração, a coordenação motora e a habilidade de tomada de decisões, pois todos os jogos colocam as pessoas diante de situações-problema que, para serem superadas demandam uma tomada de decisão rápida. Muitos gamers melhoraram consideravelmente o domínio sobre a língua inglesa, uma vez que nos jogos on-line esta é a língua padrão quando se joga com adversários de outros países.

Mas do outro lado há estudiosos alegando que os jogos estimulam atitudes irresponsáveis, uma vez que os jogadores tendem a acreditar que assim como nos jogos quando falhar ou tomar uma decisão errada, sempre haverá uma nova chance, basta recomeçar o jogo, mas a vida não é assim. Neste aspecto a maioria dos estudos aponta que os jovens têm plena consciência da diferença entre a vida real e a virtual, e que nos casos de jogadores inveterados que cometeram crimes, os mesmos já tinham problemas neurológicos anteriores e, independentemente do jogo, cometeriam tal crime. Também não há consenso em relação ao tempo máximo por dia que um jovem deve passar jogando. Alguns estudos falam em duas horas, outros três, não existe uma regra, o ideal é que cada família encontre uma fórmula própria. Se o jogo não está atrapalhando o desempenho escolar, se não está afetando o convívio social – aspecto importantíssimo da vida humana –, a família pode estender o tempo; se estiver atrapalhando, deve diminuir. O importante é manter o acompanhamento constante da vida escolar do jovem e perceber a importância pedagógica da utilização dos jogos como ferramenta da aprendizagem. Segundo Demo (2009, p. 50):

+ VEJA TAMBÉM: A TECNOLOGIA NOS 4 PILARES DA EDUCAÇÃO

“(…) muitos autores consideram jogos eletrônicos como ambiente de aprendizagem mais favorável no momento (…). Em geral, os jogos supõem habilidades de várias ordens, entre elas manejo dos aparelhos, fluência tecnológica, grande poder de concentração e comunicação, capacidade de estudo e pesquisa.”
Prova da possibilidade de utilização dos jogos como ferramentas pedagógicas está no fato de ter sido criado um Minecraft educacional.

Portanto queridos pais, é preciso dar liberdade para nossos filhos e permitem que eles se divirtam, pois é possível aprender com diversão, mas sempre com responsabilidade e vigilância.

Bibliografia:
DEMO, P. Educação Hoje: “novas” tecnologias, pressões e oportunidades. São Paulo: Editora Atlas, 2009.

Escrito por Sheldon Assis Pereira

Especialista de TE
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