Será o fim das aulas tradicionais?

Aulas aluno

Olá meus queridos amigos.

A cada dia que passa, a cada aula que ministro me convenço mais e mais que as aulas “tradicionais” estão com seus dias contados. Entendemos como tradicional o modelo de aula em que o professor fica na frente da sala, muitas vezes sobre um palco, falando para os alunos, que como uma plateia assistem passivamente o “espetáculo”.

Acredito que somente a cultura do vestibular ainda dá vida a este modelo de aula, que já se encontra na UTI da pedagogia, enquanto o ingresso nas melhores Universidades brasileiras ainda for medido pela capacidade de decorar conteúdos absurdamente longos e muitas vezes sem sentido, as aulas tradicionais ainda poderão ser defendidas, mas se o ingresso para as Universidades mudar …

Já no ensino fundamental e até mesmo no médio temos que cada vez mais criarmos aulas menos expositivas e menos conteudistas, temos que levar nossos alunos a compreensão, ao desafio e a produção de conhecimento, e se possível coletivamente.

Em uma era em que quase todas as pessoas tem acesso a uma infinidade de conhecimento e aulas de boa qualidade, muitas delas gratuitamente distribuídas, não faz sentido manter um modelo de aula que nasceu no início do século XI, sim é isso mesmo, a mais de mil anos não tivemos mudanças significativas no campo educacional.

Quem ousar mudar ainda hoje encontrará muita resistência de todos os setores, mas pensem, se você contratar engenheiro e o mesmo quiser construir sua casa com a mesma técnica que era usada no século XI você deixaria ele realizar essa obra? Então por que não aceitar novas técnicas pedagógicas?

Para ajudar na reflexão deixo um link da Revista Galileu sobre o tema, nesta matéria a revista expõe o resultado de uma pesquisa realizada pela Proceedings of the National Academy of Sciences, provando que as aulas desafiadoras em que os alunos participam e não somente são meros espectadores dão muito mais resultado em termo de aprendizado.

Muito obrigado pela parceria e para saber mais sobre a pesquisa acessem Revista Galileu.

Escrito por Sheldon Pereira de Assis

Professor e gestor de inovação educacional
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