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Ensino colaborativo a nova tendência educacional

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No século XVIII enfim a burguesia chegava ao poder na Europa e na bagagem trazia consigo uma nova cultura, impulsionada pela ideologia Iluminista.

O Iluminismo, como representação ideológica burguesa, buscava solapar o que ainda existia do mundo feudal e propunha um novo modelo social, pautado pela tríade Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Além da máxima revolucionária os iluministas tinham outro grande objetivo, a luta pelos direitos individuais.

Todos estes ideais moldaram a visão dominante de mundo entre os séculos XIX e XX, e consequentemente trouxe muitos benefícios. Como imaginar um mundo em que as leis só valiam para uma parcela da população? Em que mulheres e negros não tinham direito a praticamente nada? E que todos eram obrigados a professar a fé do rei, sob a pena de ser executado em uma fogueira?

Mas como todas as outras ideologias, o Iluminismo também, a longo prazo, trouxe prejuízos. O individualismo levado as suas últimas consequências, tornou o ser humano extremamente egoísta e competitivo, mais preocupado consigo do que com a comunidade onde está inserido, e esta característica é responsável direta pelas guerras, pela fome, pela degradação do meio ambiente e pela corrupção, pragas que assolam a humanidade.

Mas vemos novamente o pêndulo da história se mover, e as novas gerações, aquelas nascidas a partir do século XXI, estão contestando este individualismo, os jovens são cada dia mais colaborativos e dispostos a compartilharem conhecimentos e sentimentos, vejam como eles publicam absolutamente tudo em suas redes sociais. O cidadão do século XXI é um ser mais antenado, mais ligado e contestador, e é este o perfil de profissionais que as empresas estão procurando, pessoas capazes de trabalhar em grupo, de colaborarem mutuamente, o gênio individualista dos séculos XIX e XX está sendo subjugado pelo ser humano completo e sem limites do século XXI.

Mas justamente a escola parece ser sempre a última instituição a perceber a mudança. O modelo tradicional de ensino foi extremamente bem sucedido entre os séculos XIX e XX, pois a sociedade pós-industrial procurava cidadãos e profissionais individualistas, praticamente robotizados, com baixa capacidade criativa e colaborativa, as máquinas ditavam o ritmo do trabalho. Mas as tecnologias interativas digitais mudaram a forma de produção e criaram um mundo novo, por isso não faz mais sentido o estudo automatizado e individualista.

Os escritórios das empresas mais conceituadas do momento (Facebook, Google, Adobe etc.) não têm mais repartições entre os funcionários, eles trabalham em mesas colaborativas, não existem mais salas totalmente fechadas, as paredes são coloridas, a produtividade dos funcionários não é medida pelo tempo de trabalho, mas pela capacidade de realizarem as tarefas propostas, tarefas essas resolvidas sempre colaborativamente, trabalhar nestas empresas é divertido, instigante e desafiador, e para quem rotula essas empresas de exceções eu as chamo de tendências, em pouco tempo todas serão assim, pois as que não se adaptarem desaparecerão.

As escolas têm a obrigação de preparar os jovens para a vida, para serem cidadãos plenos e responsáveis, por isso já passou da hora de criarmos ambientes educacionais colaborativos, com carteiras e espaços móveis, coloridos, instigantes e divertidos, que possam refletir os novos tempos, que assegurem a todos mais do que conteúdo formal, uma vez que este já está inteiramente disponível na internet, devemos desenvolver nos jovens habilidades e competências para lidar com o novo mundo.

Escrito por Sheldon Pereira de Assis

Professor e gestor de inovação educacional
[email protected]

 

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