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A Evolução na Educação

A Evolução na Educação

Um dos grandes problemas educacionais da atualidade, e que gera indiretamente outros problemas como evasão e indisciplina escolar, é que nossas escolas não preparam os alunos para este novo mundo, digital, conectado e dinâmico, nem tão pouco para o futuro mercado de trabalho. Jim Langel, professor em Harvard, ficou mundialmente famoso ao criar a expressão “Educação 3.0”. Segundo esta teoria, as escolas e os métodos de ensino tiveram três momentos bem distintos ao longo da história.

Escola 1.0

No século XI foram criadas formalmente as primeiras escolas que, como toda instituição de ensino, buscavam preparar os alunos para o mundo do trabalho. Essas escolas não tinham horário predefinido, não tinham separação de turma por idade, e as tarefas cognitivas eram, na maioria das vezes, manuais e colaborativas. Esse modelo de escola refletia o mundo do trabalho no campo, que, para a época, era a realidade social e profissional que os alunos iriam encontrar, é a escola 1.0.

Escola 2.0

No século XIX, após o advento da Revolução Industrial e de todas as transformações que seriam operadas no mundo trabalho, as escolas sofreram uma grande transformação, e surgiu a escola 2.0. Os alunos passaram a ser divididos por séries, estabelecidas por idade, e a escola passou a ter regras rígidas e claras, que não foram estabelecidas pela negociação e pelo diálogo, mas impostas aos alunos pelos detentores do poder e do conhecimento. Os trabalhos colaborativos foram substituídos pelos trabalhos individuais, os alunos foram colocados em carteiras, simetricamente divididos em fileiras, realizando tarefas repetitivas, e a criatividade foi suprimida pela capacidade de reprodução de conteúdo sem nexo e sem contexto. O que se ensinava, na verdade, era a obedecer às regras, aos horários e aos superiores hierárquicos. Este era o mundo do trabalho que estes jovens encontravam, então, apesar de chato e castrador, o método de ensino era adequado e por isso os alunos aceitavam bovinamente estas condições.

Mas o problema é que na grande maioria das escolas do século XXI ainda se aplica o método de ensino criado para preparar os jovens para o mundo do século XIX, esquecendo-se do fato de que este mundo já está agonizando. O mercado de trabalho atual busca pessoas criativas, colaborativas, até mesmo críticas, preocupadas com o meio ambiente, preparadas para manterem relações pessoais harmônicas. O mundo atual não se apega mais a regras rígidas e horários. Muitas empresas não cobram mais de seus funcionários o cumprimento de horários, eles são cobrados por resultado, e se o alcançarem trabalhando à tarde, ou à noite, e nos intervalos preferirem jogar video game, tudo bem, não tem problema.

Segundo Demo (2009, p. 3), “essa saudade do gênio individualista está sendo questionada em nome do trabalho em equipe, que se tornou, também nas empresas”.
Os ambientes das empresas que hoje são referência no mundo do trabalho e o sonho de emprego de todos os jovens não têm mais salas fechadas nem mesas individuais de trabalho, tampouco são monocromáticos. Empresas como o Facebook, o Google e o YouTube são coloridas, com salas abertas e mesas de trabalho colaborativas; nelas trabalhar é uma mistura de diversão e êxtase criativo.

Bibliografia

DEMO, P. Educação Hoje: “novas” tecnologias, pressões e oportunidades. São Paulo: Atlas, 2009.

Escrito por Sheldon Assis Pereira

Especialista de TE
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